Mais qualificadas, com melhor desempenho acadêmico e conquistando cada vez mais espaço por meio da liderança feminina no mercado de trabalho, as mulheres representam hoje cerca de 45% da força de trabalho brasileira. Ainda há um longo caminho a percorrer, mas dentro e fora da HCosta, elas vêm ocupando espaços.
Dia Internacional da Mulher: como surgiu e por que ainda importa
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, não nasceu como celebração. A data tem raízes nas lutas operárias do início do século XX, quando mulheres trabalhadoras foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, redução da jornada e direito ao voto. Em 1975, a ONU oficializou a data, transformando-a em símbolo global da luta por igualdade de gênero.
Mais de um século depois, o 8 de março segue relevante. No Brasil, apesar dos avanços, as mulheres ainda ganham, em média, 20% a menos do que os homens para exercer as mesmas funções. No topo das organizações, elas ocupam apenas 38% dos cargos de liderança, segundo dados do IBGE.
Mulheres na HCosta: presença que transforma
Na HCosta, a presença feminina não é apenas um número — é uma força que molda a cultura, impulsiona resultados e inspira gerações. Os dados falam por si: mulheres ocupam 71% dos cargos da empresa, reflexo de uma organização que coloca a diversidade no centro da sua identidade.
Essa representatividade se estende por todas as áreas. Nos cargos de liderança, as mulheres correspondem a 57% do quadro. No setor jurídico, elas são maioria absoluta, ocupando 76% das posições. Entre jovens aprendizes e estagiários, 81% são mulheres, apontando para um futuro ainda mais representativo.
Mesmo na área de tecnologia, historicamente dominada por homens, a HCosta avança: mulheres já compõem 21% do time de tecnologia. Esses números não são fruto do acaso. São o resultado de uma cultura que valoriza o talento sem distinção.
Presença feminina na alta liderança
Assim, a presença feminina também se encontra na alta liderança da HCosta: metade do quadro de diretoria é ocupado por mulheres. E o cargo de liderança executiva da empresa (CEO) hoje é ocupado por uma mulher. Conversamos com elas sobre suas trajetórias.

Qual foi o maior desafio que vocês enfrentaram para assumir o cargo que ocupam hoje?
Paula: “Há 23 anos, o desafio era enorme. O mercado era muito diferente. Antes, não se via mulheres como líderes.
Sempre precisei provar minha competência com números e resultados. De lá para cá, começamos a tomar posição, tivemos que nos impor muitas vezes, e o mercado foi mudando porque nós estamos fazendo acontecer.
Quando vejo isso acontecer, entendo que abrimos [Paula, Luciana e Diana] portas para muitas outras mulheres. Não é só uma pessoa conseguindo, mas sim mostrando que é possível.”
Diana: “Os desafios foram muito grandes. Quando entrei na área de recuperação, todas as gerências eram ocupadas por homens. Demorei 10 anos para chegar a um cargo executivo, enquanto via homens passando na frente e muitas vezes com entregas menos expressivas que as minhas.
[Digo que] não podemos desperdiçar quando as oportunidades passam na nossa frente. Eu estava sempre olhando para o que eu podia melhorar no meu trabalho e as oportunidades de carreira.”
Luciana: “Preciso me segurar para não me emocionar.
Acho que o meu maior desafio foi quando assumi como gestora. Eu tinha acabado de descobrir que estava grávida e precisava daquela vaga de liderança porque estava ainda no período de experiência no cargo. Trabalhei muito. O pessoal até brincava que meu filho teria carteira de trabalho em vez de certidão de nascimento. Quando voltei da licença, havia o medo do retorno.
Foi uma época muito difícil. Difícil mesmo, e deveria ser mais fácil. Meu papel hoje como CEO é dizer que isso não é correto. Não é lindo, é difícil para caramba. Mas consegui, passei por tudo isso, tive sucesso e continuei minha carreira. A gente precisa de tanto esforço sendo mulher, mas não deveria. Enfrentamos piadas, comentários pejorativos, uma série de coisas que não condizem com o ambiente profissional.
Tive que me posicionar e ser muito firme. Hoje ainda precisamos brigar para ter espaço de fala. Muitas vezes temos que ser mais firmes para sermos ouvidas. Hoje estou no comando da empresa e, muitas vezes, preciso dizer: ‘Escuta, não me interrompa.’ O que quero compartilhar é que, independente de onde cada uma esteja, precisamos nos posicionar. Cada uma de nós tem sua história. Não é fácil, mas precisamos passar por isso juntas.”
Como vocês equilibram autocuidado, família e suas responsabilidades profissionais?
Paula: “Há mais ou menos um ano, minha saúde deu um sinal e precisei tornar o cuidado com o meu corpo, algo inegociável. Ontem precisei trabalhar um pouco mais e já estava reclamando por não conseguir treinar hoje. Muitas vezes o nosso corpo dá sinais e a gente não escuta.
Cuidar da saúde é um dos pontos mais importantes para mim. Em casa, cada um colabora. Algo fundamental é se dedicar de verdade nos momentos que são nossos. Quando o corpo dá sinal, precisamos parar.”
Diana: “Precisamos sempre tentar fazer o que está dentro dos nossos limites. Nós já nos cobramos muito. A mulher tem muitas cobranças…, mas temos que estar bem. O primeiro recado é: precisamos estar felizes em casa, no trabalho e com saúde.
Em alguns momentos, busco ter um pouco mais de calma. Temos muitas responsabilidades, mas não precisamos ser perfeitas o tempo todo. Tem dias que não dá, e está tudo bem. Hoje procuro não trabalhar todos os dias de forma exaustiva, para ter momentos com minha família. Não é todo dia que dá, mas me programo para isso.
E aprendi a dizer não, porque precisamos nos cuidar, para ficarmos bem com a gente.”
Luciana: “Eu fui mãe solo. Hoje tenho um companheiro, mas durante toda a infância do meu filho eu o criei sozinha. Não tinha com quem dividir. Claro, contei com o apoio da minha família, mas sem a presença do pai.
Nos carregamos muita culpa. Trabalhamos o dia todo e, quando queremos fazer algo para nós, nos sentimos culpadas. Não se sintam culpadas. O mais importante de tudo é que precisamos estar bem e felizes. Aproveitem ao máximo o tempo. Tenham tempo de qualidade com aqueles que amam.”
Paula, como foi gerir o setor jurídico, tradicionalmente masculino? E como você está inspirando outras advogadas?
Paula: “Está mudando… o Direito está mudando. Hoje, na HCosta, o nosso departamento jurídico é composto majoritariamente por mulheres. Como líder, busco encorajar e dar oportunidades a elas.
Não basta falar que quer ser líder — é preciso atuar. Muitas pessoas querem, mas não sabem como chegar. Sou uma pessoa muito aberta. Digo que minhas portas estão sempre abertas. Para mim, o meu papel é encorajar as mulheres.”
Diana, qual recado você deixa para a próxima geração de mulheres?
Diana: “Busquem o que as faz felizes. Temos um mundo de oportunidades. A geração de hoje tem muito mais do que eu tive, e não só as jovens — todas nós. Temos cursos on-line na palma da mão, no nosso celular.
Pergunte a si mesma: o que eu quero para mim? E então vá fazendo um pouquinho por dia, caminhando em direção a esse objetivo. Meu maior orgulho é ver tantas líderes que formamos. Que, por meio do nosso trabalho, elas conquistaram algo para as suas vidas.”
Luciana, como é a sensação de inspirar tantas mulheres?
Luciana: “Sabe que quando escuto isso me dá um frio na barriga. Eu não tenho essa dimensão, mas o primeiro sentimento é de muita gratidão. A minha história se assemelha à de muitas mulheres.
Comecei lá atrás. Na época, passei na OAB, mas não tinha dinheiro para pagar a inscrição. Comecei a trabalhar em uma empresa de recuperação de crédito e fazia trufas para juntar o dinheiro. Quando consegui o dinheiro e peguei minha carteira da OAB, me inscrevi para uma vaga como advogada.
Acredito que minha história ressoa porque a gente escuta e convive com muitas pessoas que precisam se virar. A nossa empresa e tantas outras da área da recuperação de crédito, possibilitam tantas oportunidades. Por isso, sou muito grata. Aproveitei cada chance e fui criando meus caminhos.
Em resumo, me sinto grata, feliz, e espero poder ajudar muitas mulheres.”





